Os problemas relacionados à preservação digital não
se limita apenas ao Brasil. Instituições internacionais com amplo
desenvolvimento tecnológico e com diferentes técnicas das nossas, passam pela
mesma problemática que ainda perpetua no meio digital. Com o surgimento da Web
A durabilidade dos suportes digitais foi o ponto inicial para levantar questões
e debates a respeito da preservação digital. A obsolescência tecnológica coloca
em risco todos os documentos criados no meio analógico que dependem de software
e hardware digitais. Vale ressaltar que a fragilidade das mídias é outro
problema que afeta todos os tipos de nichos digitais. Os objetos digitais
possuem especificidades que para um melhor desempenho necessitam de adequação
material e suporte humano. Segundo Lusenet (2001):
Para compreender o conjunto de problemas associados à preservação
digital é preciso, principalmente e antes de mais nada, conscientizar-se de
que: 1) as mídias são suportes transitórios que prestam sua função somente por
um período limitado de tempo e que a transferência para novas mídias é
absolutamente necessária; 2) o software e o hardware tornam-se
obsoletos em questão de anos, ao invés de décadas, e que embora as versões sucessivas
de programas possam ser compatíveis, os fabricantes de software
normalmente não garantem a compatibilidade por um longo período; e 3) o software
proprietário é problemático não somente porque é protegido e o código fonte não
está disponível mas, também, porque normalmente está documentado de forma
inadequada tornando a conversão de dados muito mais complexa.
Referências:
LUSENET, Yola. Digital heritage for the
future. Cadernos BAD, v. 2, p. 15-27, 2002.
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